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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

One moment in time

"Each day I live, I want to be a day to give the best of me"

Há exatamente 25 anos, ou seja, em 16 de janeiro de 1994, São Paulo recebia, no estádio do Morumbi, uma das vozes mais linda desse mundo, a de Whitney Houston. 


Na época do sucesso de "One moment time" aqui no Brasil, lá em 1989, - parte da trilha sonora da novela "O salvador da pátria", que marcava a volta das eleições diretas para presidente no país -, eu nem fazia ideia do que a canção dizia, simplesmente amava ouvi-la dentro do carro do meu pai, onde eu podia colocar minha fita cassete sossegada e curtir o som com minha irmã.
Hoje, sabendo de seu conteúdo, posso dizer: não só é bela, como também me representa; representa todos aqueles que lutam para terem seus sonhos realizados. 

"I want one moment in time when I'm more than I thought I could be, when all of my dreams are a heart beat away and 
the answers are all up to me...".

"One moment in time" foi composta por Albert Hammond e John Bettis, intepretada por Whitney Houston para a abertura dos jogos olímpicos de verão de Seul, na Coreia do Sul (1988).


domingo, 13 de janeiro de 2019

Pernas!



O bonde passa Vejo o mundo "cheio de pernas
Pernas brancas pretas amarelas
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração
Porém meus olhos
Não perguntam nada"

[trecho do "Poema de  sete faces", Carlos Drummond de Andrade]

sábado, 23 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Women...

Beautiful tribute to women:

"Women! What can you say? Who made 'em? God must have been a fuckin' genius. The hair... They say the hair is everything, you know. Have you ever buried your nose in a mountain of curls... just wanted to go to sleep forever?"

(according to Frank (Al Pacino), in Scent of a woman) 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ah... o amor!!

Definição do amor

"[...]
O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.

Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um rebuliço de ancas;
quem diz outra coisa, é besta."


                                                                     (in Antologia poética, Gregório de Matos)


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Só sei que nada sei

Porque dos sentimentos, o mais sublime é mesmo o amor.




"Os livros na estante já não têm tanta importância
do muito que li, do pouco que sei
nada me resta
a não ser a vontade de te encontrar
e o motivo já nem sei
nem que seja só para estar ao seu lado
só para ler em seu rosto uma mensagem de amor"


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

So basic!

"A woman needs only two things in life: a black dress and a man who loves her"
                                                                                                                         Coco Chanel




Are we complicated?

sábado, 2 de agosto de 2014

Indizível

As  palavras
                   ca
                       em

Se
      e s p a r r a m a m

Não conseguem dar conta

              ton
         tei
             am

                                nam
                          o
                    si
          pul
   im

e não dizem.



[Eu brincando de fazer poema concreto]

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Se não sabe...

A poesia de Nando Reis na voz de Ana Cañas






"Se não sabe, se afaste de mim
Se ainda cabe, me abrace enfim
[...]
Se não sabe, se afaste de mim
Mas antes que seja tarde, nos salve do fim"

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Os poetas vão, as poesias ficam

Na última quinta, 17/04/2014, morreu o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Tive o prazer de ler algumas de suas obras (e as recomendo!), como Cem anos de solidão, lido na época da graduação (obrigada prof. Alamir por me ensinar, talvez mesmo sem intenção, a amar poesia, independentemente de sua forma). O oroboro da família Buendía é magnífico e faz com que queiramos ler mais obras do escritor.


Nas novas leituras, uma com sabor especial, Cheiro de goiaba, que ganhei da minha amiga Kelly, quando a visitei na "capital": Lucas do Rio Verde/MT (sim, amiga, eu fui!! A Lívia Maria não! rs). Ganhei o livro para, segundo a Kelly, melhorar o seu maná (espero ter cumprido a função!!), e ele já está na prateleira dos especiais, pela obra e pela dedicatória que só uma amiga-irmã poderia escrever:


Outros livros de GGM merecem atenção: A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada e também Memórias de minhas putas tristes, memórias que tive o prazer de reler (0u ler, agora na versão original) nos metrôs de Santiago. Em A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada, história desenvolvida a partir de passagem do romance Cem anos de solidão, conta a história de uma avó que culpa a neta pelo incêndio ocorrido na casa onde moravam e para que a menina pague tamanho prejuízo, escraviza a neta, tornando-a uma prostituta. Já em Memórias de minhas putas tristes,  conta a história de um senhor de 90 anos que pretende se presentear com uma noite de amor com uma menina virgem. Dizem que García Márquez se inspirou no livro A casa das belas adormecidas (prêmio Nobel de Literatura de 1968) do japonês Yasunari Kawabata para escrever tal obra. Imperdíveis!!

Apesar do meu carinho pelas obras citadas, a minha paixão é, sem dúvida, O amor nos tempos do cólera. Li certa vez, não me lembro onde (sorry!), que o próprio Garcia-Marquez dizia ser esta a sua obra-prima e não Cem anos de solidão (concordo plenamente!!), por aquela contar a história de amor vivida por seus avós.  O fato de ser uma história de amor verdadeira, a meu ver, só engrandece a obra. O amor é lindo, não é mesmo? E o de Florentino Ariza e Fermina Daza me ganhou. Se isso indica alguma coisa? Talvez seja eu uma romântica. A última? Espero que não.


É isso, como diz outro poeta: "os poetas vão e voltam". Ou não vão, já que estão em sua poesia que fica.


Minha homenagem e agradecimento a García Márquez por sua poesia em prosa

terça-feira, 25 de março de 2014

Lua adversa?


Esta é a lua de domingo retrasado (16/03/2014), lindíssima! E eu tentando colocar em prática a dica da técnica de tirar foto via espelho, usando o Iphone. Ela era tão magnífica que me fez lembrar a poeta tão magnífica quanto, Cecília Meireles.


Lua adversa

Tenho fases, como a lua 
Fases de andar escondida, 
fases de vir para a rua... 
Perdição da minha vida! 
Perdição da vida minha! 
Tenho fases de ser tua, 
tenho outras de ser sozinha. 

Fases que vão e vêm, 
no secreto calendário 
que um astrólogo arbitrário 
inventou para meu uso. 

E roda a melancolia 
seu interminável fuso! 
Não me encontro com ninguém 
(tenho fases como a lua...) 
No dia de alguém ser meu 
não é dia de eu ser sua... 
E, quando chega esse dia, 
o outro desapareceu...

domingo, 15 de dezembro de 2013

Adoraria


"[...] Eu adoraria, eu adoraria
Saber o percurso da tua boca à minha
Eu adoraria, eu adoraria
Ter de noite e de dia

Me perder na linha
E me encontrar no escuro dos seus olhos

Pele que é pouca e não se aguenta
Morre de vontade, dispensa ladainha
[...]"

A canção é "Adoração", de Filipe Catto; tive a honra de prestigiá-lo na gravação do DVD "Fôlego", Parque Ibirapuera na companhia do amigo Walter Zanatta Júnior.



* Adoraria, futuro do pretérito, que antes da Nomenclatura Gramatical Brasileira (1961) era conhecido como condicional. Sim, condicional: "se pudesse, adoraria".


Clichê

Acabo de matar a concordância
E você diz que posso matar tudo
Menos você – clichê.

Mato a gramática
Não você
Você, só mataria se fosse de amor – clichê

Se eu não fosse comprometido
Estaria todo final do dia aí
Lindo, apaixonante clichê
Torturante, impossível - clichê

Adoro clichê já é outro clichê?
Sem rima, sem métrica
Quero você, clichê.
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Um poema para Isa... minha linda!



Poema-canção: "Sonho de uma flauta" (O teatro mágico)

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

(...)

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Hum e o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito


Link: http://www.vagalume.com.br/o-teatro-magico/sonho-de-uma-flauta.html#ixzz2S5sFjXSv


Feliz aniversário, minha lindinha!!!

domingo, 17 de março de 2013

Gleichgewicht


Gleichgewicht
Wir gehen
jeder für sich
den schmalen Weg
über den Knöpfen der Toten
- fast ohne Angst -
im Takt unsres Herzens,
als seien wir beschüzt,
solange die Liebe
nicht aussetzt.
So gehen wir
zwischen Schmetterlingen und Vögeln
in staunendem Gleichgewicht
zu einem Morgen von Baumwipfeln
- grün, gold und blau -
und zu dem Erwachen
der geliebten Augen.

Hilde Domin

Equilíbrio
Nós vamos
cada um por si
no caminho estreito
sobre as cabeças dos mortos
- quase sem medo -
seguindo nossos corações,
como se estivéssemos protegidos,
enquanto o amor
não se interrompe.
Assim vamos nós
entre borboletas e pássaros
em admirável equilíbrio
para uma manhã da copa das árvores
- verde, dourado e azul –
e para o despertar
dos olhos apaixonados.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Pus meu sonho num navio...


Pus meu sonho num navio
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Para meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul das ondas entreabertas
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe...
E a noite se curca de frio...
Debaixo da água vai morrendo
Meu sonho dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
Para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça

Depois tudo estará perfeito:
Praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
E as minhas duas mãos quebras

(Cecília Meireles)

Poesia nacional





Dia Nacional da Poesia.

Quando "a poesia realmente fez folia em minha vida" (Caetano) comecei a "ouvir estrelas" (Olavo Bilac) e a "brincar de viver" (Guilherme Arantes)

Dia de Nando Reis, Guilherme Arantes, Lobão, Frejat, dia de Cecília, Bandeira, Quintana e Drummond, dia de Arnaldo Antunes, Renato Russo, Caetano e Chico, dia de  Alphonsus de Guimaraens, Lygia, Cora Coralina, Mario de Andrade, de Cássia Éller, Zélia Duncan, Maria Bethânia e Hebert Vianna, de Daniel Galera, Marcelo Mirisola, Lygia Roncel e Alamir Aquino Correa, de Filipe Catto, Gadú, Ana Carolina e Isabella Taviani, de Bilac, Vinicius, Álvares de Azevedo e Augusto do Anjos... (eu poderia continuar minha infinita lista de poetas)



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Poesia, Juliana!


Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
(...)
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar
Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal
A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora
A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio
(...)
Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar
Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado
("A casa é sua", Arnaldo Antunes)
(...)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Anunciação!


E eu que nem pulei o Carnaval, anuncio o fim deste. Começa tudo de novo no país do Carnabol!!!!

"Agora que nós somos dois amantes, cinzas
Agora que o carnaval passou
Agora que nós somos duas partículas
Colombina e Pierrot, samba sou"
("Amantes cinzas", A. Antunes)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

É ou não é?

A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de PiScAdAs. Cada PiScO é um dia. PiScA e mama; PiScA e anda; PiScA e brinca; PiScA e estuda; PiScA e ama; PiScA e cria filhos; PiScA e geme os reumatismos; por fim PiScA a última vez e morre.
__ E depois que morre? - Perguntou o Visconde.
__ Depois que morre, vira hipótese.

Monteiro Lobato