Faço minhas as sábias palavras de Quintana. Eis o poema:
Mãe...
São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Minha mãe-linda, te amo!!!
quarta-feira, 30 de maio de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
Maio (II): Mãe! Mãe?
Maio (I): Eleições na França.
Maio foi mesmo um mês agitado, tanto no mundo como para quem agora vos escreve. Eu poderia ficar aqui justificando os tantíssimos trababalhos que estive corrigindo nesse mês - essa minha profissão de professora!! No entanto, para que justificar se maio ainda não terminou? Ainda é possível falar dos acontecimentos do mês, com um certo atraso, é verdade, mas como diz o bom e velho ditado: “antes tarde do que nunca”. E me baseando no dito... Maio: muitas datas!!! Mês das noivas, mês das mães, mês de eleições na França.
Não vou falar de noivas, realmente não é um assunto que me agrada. Mil perdões noivas do Brasil afora, falar de noivas para mim, é superficial. É sempre a mesmice: o vestido, a grinalda, a festa, etc. Bã... não me acrescenta nada.
Das mães, apesar da data meramente comercial, sempre é bom falar dessa pessoa maravilhosa. Vou falar delas num texto à parte, elas merecem que escrevamos sempre, que a amemos sempre, que a agradecemos sempre.
Então o leitor já deve estar sabendo que vamos falar. Sim!!! As eleições da França.
Primeiramente a surpresa de uma mulher disputando tal posto já indica uma vitória. Mesmo não tendo vencido (e olha que torci muito) as eleições, Royal deve receber todo o respeito, pois sabemos que o mundo (em graus diferentes) ainda vive sob a ótica masculina e portanto, ainda machista. Dos desafios que a candidata socialista teve que enfrentar, tal como: crescente popularidade de seu adversário e esforço de unir uma esquerda fragmentada, estava o maior deles - o de derrubar o preconceito.
Não sou uma feminista, passo longe disso. No entanto, acredito no direito de ir e vir de todo cidadão independente do seu sexo. Dessa maneira, penso que ouvir “quem vai cuidar de seus filhos se vencer a presidência?” é mesmo o fim dos tempos! Principalmente se considerarmos que a pergunta veio de um colega de partido (Laurent Fabius). Imaginem então o que acabou ouvindo de outros.
Certo é que mesmo com toda a pressão Royal conseguiu grande destaque: o 2o lugar - superando mesmo a candidato apoiado por Chirac, Dominique de Villepin (primeiro-ministro).
No entanto, independente de ser mulher e a posição alcançada o que mais me agradou e agrada nessa mulher é mesmo o seu ideal de justiça. Podem me chamar de idealista ou algo do tipo. Eu acredito que é o possível tornar uma sociedade mais justa. Também sei que a França, está muito melhor que o Brasil nesta questão. E, mesmo estando muito melhor, vejam, tem gente acreditando e lutando para melhorar, se acreditam e lutam é porque ainda pode melhorar.
Posso ser uma idealista como julgas, mas não a sou no extremo de acreditar que acabaremos com as diferenças sociais, mas acredito piamente que essas diferenças podem ser menores, lá e mesmo aqui no Brasil.
Dessa forma, o slogan de Royal foi perfeito e deve ser seguido: “mais justa, a França é mais forte”. Não sei o então presidente Sarkozy buscará a justiça, para ser sincera acho difícil (espero estar errada). Penso que a justiça dele é um tanto controversa.
A França de Sarkozy fere o direito de ir e vir, fecha as portas aos emigrantes, com exceção aos judeus, afinal de contas não se pode negar as origens! Não estou pregando que as portas devem ser fechadas a esse povo. Não! Não é isso, mas não deve ser fechada aos demais também.
Um exemplo simples: os franceses podem vir ao Brasil quando quiserem e aqui serão bem tratados. No entanto, o indivíduo brasileiro corre o sério risco de ser deportado da França facilmente... ao menos que... se converta e procure construir mesquitas em Paris, aí pode ficar!
Sou abertamente contra esse “pode” e “não pode” que visa questões pessoais. Brasileiros e outros povos que vivem na então França devem ter o direito de lá permanecerem, o governo tinha que incentivar a regularização dessas pessoas no país, ou acreditam que as estas, gostam da irregularidade?
O advogado-presidente fará mesmo o papel de juiz-presidente? Veremos logo, em cenas dos próximos capítulos.
Não vou falar de noivas, realmente não é um assunto que me agrada. Mil perdões noivas do Brasil afora, falar de noivas para mim, é superficial. É sempre a mesmice: o vestido, a grinalda, a festa, etc. Bã... não me acrescenta nada.
Das mães, apesar da data meramente comercial, sempre é bom falar dessa pessoa maravilhosa. Vou falar delas num texto à parte, elas merecem que escrevamos sempre, que a amemos sempre, que a agradecemos sempre.
Então o leitor já deve estar sabendo que vamos falar. Sim!!! As eleições da França.
Primeiramente a surpresa de uma mulher disputando tal posto já indica uma vitória. Mesmo não tendo vencido (e olha que torci muito) as eleições, Royal deve receber todo o respeito, pois sabemos que o mundo (em graus diferentes) ainda vive sob a ótica masculina e portanto, ainda machista. Dos desafios que a candidata socialista teve que enfrentar, tal como: crescente popularidade de seu adversário e esforço de unir uma esquerda fragmentada, estava o maior deles - o de derrubar o preconceito.
Não sou uma feminista, passo longe disso. No entanto, acredito no direito de ir e vir de todo cidadão independente do seu sexo. Dessa maneira, penso que ouvir “quem vai cuidar de seus filhos se vencer a presidência?” é mesmo o fim dos tempos! Principalmente se considerarmos que a pergunta veio de um colega de partido (Laurent Fabius). Imaginem então o que acabou ouvindo de outros.
Certo é que mesmo com toda a pressão Royal conseguiu grande destaque: o 2o lugar - superando mesmo a candidato apoiado por Chirac, Dominique de Villepin (primeiro-ministro).
No entanto, independente de ser mulher e a posição alcançada o que mais me agradou e agrada nessa mulher é mesmo o seu ideal de justiça. Podem me chamar de idealista ou algo do tipo. Eu acredito que é o possível tornar uma sociedade mais justa. Também sei que a França, está muito melhor que o Brasil nesta questão. E, mesmo estando muito melhor, vejam, tem gente acreditando e lutando para melhorar, se acreditam e lutam é porque ainda pode melhorar.
Posso ser uma idealista como julgas, mas não a sou no extremo de acreditar que acabaremos com as diferenças sociais, mas acredito piamente que essas diferenças podem ser menores, lá e mesmo aqui no Brasil.
Dessa forma, o slogan de Royal foi perfeito e deve ser seguido: “mais justa, a França é mais forte”. Não sei o então presidente Sarkozy buscará a justiça, para ser sincera acho difícil (espero estar errada). Penso que a justiça dele é um tanto controversa.
A França de Sarkozy fere o direito de ir e vir, fecha as portas aos emigrantes, com exceção aos judeus, afinal de contas não se pode negar as origens! Não estou pregando que as portas devem ser fechadas a esse povo. Não! Não é isso, mas não deve ser fechada aos demais também.
Um exemplo simples: os franceses podem vir ao Brasil quando quiserem e aqui serão bem tratados. No entanto, o indivíduo brasileiro corre o sério risco de ser deportado da França facilmente... ao menos que... se converta e procure construir mesquitas em Paris, aí pode ficar!
Sou abertamente contra esse “pode” e “não pode” que visa questões pessoais. Brasileiros e outros povos que vivem na então França devem ter o direito de lá permanecerem, o governo tinha que incentivar a regularização dessas pessoas no país, ou acreditam que as estas, gostam da irregularidade?
O advogado-presidente fará mesmo o papel de juiz-presidente? Veremos logo, em cenas dos próximos capítulos.
segunda-feira, 12 de março de 2007
A questão do belo (segundo a biologia).

Na revista Scientific American desse mês veio uma reportagem interessante sobre a questão do belo. O estudo mostra que existem padrões bem uniformes de beleza seguidos no mundo. O rosto é aonde se caracteriza a beleza, o belo exige simetria, mas sem exageros. Nada de perfeição!
A reportagem mostra ainda que para um homem achar uma mulher bonita, esta deve ter uma mistura de rosto infantil, com: testa alta, olhos grandes, nariz pequeno, queixo estreito e lábios cheios; somado a um toque de adulto, as famosas rugas são benquistas.
No primeiro caso, ou seja, com a aparência infantil a mulher estimula no homem o instinto protetor ao mesmo tempo em que dá um “ar” de submissão e docilidade. Eles gostam de se sentirem superior! Eles gostam que sejamos dóceis!
Já as ruguinhas demonstram maturidade. Cara de criança e madura!!! Of course.Já quando o assunto é a beleza masculina, aí sim temos a complexidade do assunto (ou somos nós mulheres que complicamos na hora de eleger um padrão de beleza masculino?).
Segundo o estudo, as mulheres preferem ver marcas de maturidade no homem (disse tudo!). Mas como nós mulheres somos um tanto complicadas e dúbias (dúbias e não débeis, viu!), ora queremos um homem maduro, ora nem tão maduro assim.
Macho-cho, os autores dizem que são os preferidos, mas isso nos dias férteis, já nos demais dias, ou seja, na maioria, os votos vão para os de faces mais brandas, menos masculinizadas, mas sem traços infantis... essa parte deveria vir em letras garrafais, mas como no texto não está dessa forma, assim o faço aqui: SEM TRAÇOS INFANTIS, please! Válido para o rosto e também para as atitudes.
“Um rosto fortemente marcado seria expressão de competência imunológica, resistência a parasitas e qualidades dos genes – além de masculinidade e todas as demais características a ela relacionada.” (p.86).
Portanto, um rosto bonito tanto de homem quanto de uma mulher, segundo a matéria, aparenta saúde, inteligência, simpatia e honestidade. E por que será que damos tanta importância a tais aparências? Segundo Fink(1), Grammer(2) e Kappeler(3) isso acontece por causa do interesse de escolhermos um parceiro que fique com a gente por anos. Queremos constituir casa e ter filhos com uma pessoa saudável. Dessa forma, o parceiro ideal deve satisfazer esse desejo, para tal, o parceiro deve aparentar/ter saúde para anos e anos de união.
Texto: “Beleza 10”, p. 80 – 87 Scientific American Brasil, ano 5, no 58, março de 2007.
1. Bernhard Fink, 2. Karl Grammer e 3. Peter Kappeler.
A reportagem mostra ainda que para um homem achar uma mulher bonita, esta deve ter uma mistura de rosto infantil, com: testa alta, olhos grandes, nariz pequeno, queixo estreito e lábios cheios; somado a um toque de adulto, as famosas rugas são benquistas.
No primeiro caso, ou seja, com a aparência infantil a mulher estimula no homem o instinto protetor ao mesmo tempo em que dá um “ar” de submissão e docilidade. Eles gostam de se sentirem superior! Eles gostam que sejamos dóceis!
Já as ruguinhas demonstram maturidade. Cara de criança e madura!!! Of course.Já quando o assunto é a beleza masculina, aí sim temos a complexidade do assunto (ou somos nós mulheres que complicamos na hora de eleger um padrão de beleza masculino?).
Segundo o estudo, as mulheres preferem ver marcas de maturidade no homem (disse tudo!). Mas como nós mulheres somos um tanto complicadas e dúbias (dúbias e não débeis, viu!), ora queremos um homem maduro, ora nem tão maduro assim.
Macho-cho, os autores dizem que são os preferidos, mas isso nos dias férteis, já nos demais dias, ou seja, na maioria, os votos vão para os de faces mais brandas, menos masculinizadas, mas sem traços infantis... essa parte deveria vir em letras garrafais, mas como no texto não está dessa forma, assim o faço aqui: SEM TRAÇOS INFANTIS, please! Válido para o rosto e também para as atitudes.
“Um rosto fortemente marcado seria expressão de competência imunológica, resistência a parasitas e qualidades dos genes – além de masculinidade e todas as demais características a ela relacionada.” (p.86).
Portanto, um rosto bonito tanto de homem quanto de uma mulher, segundo a matéria, aparenta saúde, inteligência, simpatia e honestidade. E por que será que damos tanta importância a tais aparências? Segundo Fink(1), Grammer(2) e Kappeler(3) isso acontece por causa do interesse de escolhermos um parceiro que fique com a gente por anos. Queremos constituir casa e ter filhos com uma pessoa saudável. Dessa forma, o parceiro ideal deve satisfazer esse desejo, para tal, o parceiro deve aparentar/ter saúde para anos e anos de união.
Texto: “Beleza 10”, p. 80 – 87 Scientific American Brasil, ano 5, no 58, março de 2007.
1. Bernhard Fink, 2. Karl Grammer e 3. Peter Kappeler.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Quando eu quero paz, eu vou a Minas Gerais.
Sei que a rima é pobre, mas é o que realmente sinto quando vou a Minas, mais precisamente quando vou para Fronteira, onde vivem as pessoas que mais amo: meus pais.
Depois de uma maratona de fechamento de notas, viagens, festas de final de ano e de quebra, o Carnaval; nada melhor que sossegar.
A quarta-feira de cinzas motivou... como Londrina estava assim tão gris, tão parecida com Osasco, o jeito foi “fugir” daqui.
Malas prontas e quando dei por mim, lá estava eu andando descalça na terra (que delícia!), pegando diretamente do pé: acerolas gigantes, carambolas, limões e goiabas. Estava me sentindo uma moleca.
Meio da tarde, pausa pra fazer massagem nos pés do meu gordo-lindo e também pra fazer as unhas da ´mamis´. Já no final do dia, um bom café feito em coador de pano, pão francês e queijo minas.
Assim com a chegada da noite, o que restava era muita prosa. Gosto de passar horas conversando com meu pai, homem inteligente que adora falar de política e ouvir música boa. Falar mal do governo do Aécio Neves embalados por Vivaldi é mesmo o máximo!
Isso só acontece lá no refúgio. É lá em Minas Gerais que tenho paz!
Depois de uma maratona de fechamento de notas, viagens, festas de final de ano e de quebra, o Carnaval; nada melhor que sossegar.
A quarta-feira de cinzas motivou... como Londrina estava assim tão gris, tão parecida com Osasco, o jeito foi “fugir” daqui.
Malas prontas e quando dei por mim, lá estava eu andando descalça na terra (que delícia!), pegando diretamente do pé: acerolas gigantes, carambolas, limões e goiabas. Estava me sentindo uma moleca.
Meio da tarde, pausa pra fazer massagem nos pés do meu gordo-lindo e também pra fazer as unhas da ´mamis´. Já no final do dia, um bom café feito em coador de pano, pão francês e queijo minas.
Assim com a chegada da noite, o que restava era muita prosa. Gosto de passar horas conversando com meu pai, homem inteligente que adora falar de política e ouvir música boa. Falar mal do governo do Aécio Neves embalados por Vivaldi é mesmo o máximo!
Isso só acontece lá no refúgio. É lá em Minas Gerais que tenho paz!
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