sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vida boa na Chapada

Selfie dos meus pés, Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil, 2009.


http://www.chapadadosguimaraes.com.br/



terça-feira, 16 de setembro de 2014

¿Quién canta?



Por favor, ayúdame ... Yo quiero saber quién canta la musica? Título de la canción? ¿De qué país? Cualquiera de ustedes puede decirme? 
gracias, Ju.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Mistério?!

Foi mistério e segredo
e muito mais
Foi divino brinquedo
e muito mais


Meu olhar vagabundo
de cachorro vadio
olhava a pintada
e ela estava no cio

E era um cão vagabundo
e uma onça pintada
se amando na praça
como dois animais

(canção "Como dois animais", de Alceu Valença)

domingo, 3 de agosto de 2014

Razão filosófica do chapéu

Mariana! Mariana! Não tem outra coisa com que implicar?
Há uma razão filosófica para se usar um chapéu, minha cara.


"— A escolha do chapéu não é uma ação indiferente, como você pode supor; é regida por um princípio metafísico. Não cuide que quem compra um chapéu exerce uma ação voluntária e livre; a verdade é que obedece a um determinismo obscuro. A ilusão da liberdade existe arraigada nos compradores, e é mantida pelos chapeleiros que, ao verem um freguês ensaiar trinta ou quarenta chapéus, e sair sem comprar nenhum, imaginam que ele está procurando livremente uma combinação elegante. O princípio metafísico é este: —
o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento decretado ab eterno*; ninguém o pode trocar sem mutilação. E uma questão profunda que ainda não ocorreu a ninguém. Os sábios têm estudado tudo desde o astro até o verme, ou, para exemplificar bibliograficamente, desde Laplace**... Você nunca leu Laplace? desde Laplace e a Mecânica Celeste até Darwin e o seu curioso livro das Minhocas, e, entretanto, não se lembraram ainda de parar diante do chapéu e estudá-lo por todos os lados. Ninguém advertiu que há uma metafísica do chapéu. Talvez eu escreva uma memória a êste (sic) respeito.
São nove horas e três quartos; não tenho tempo de dizer mais nada; mas você reflita consigo, e verá... Quem sabe? pode ser até que nem mesmo o chapéu seja complemento do homem, mas o homem do chapéu..."

*desde sempre
**Pierre-Simon Laplace (1749-1827), matemático e astrônomo francês.
[fala de Conrado Seabra a sua esposa Mariana, in "Capítulo dos chapéus",  Contos, Machado de Assis (5ªed., São Paulo: Cultrix, 1968, pp. 115-128)]

sábado, 2 de agosto de 2014

Indizível

As  palavras
                   ca
                       em

Se
      e s p a r r a m a m

Não conseguem dar conta

              ton
         tei
             am

                                nam
                          o
                    si
          pul
   im

e não dizem.



[Eu brincando de fazer poema concreto]