terça-feira, 8 de janeiro de 2008

O melhor da São Silvestre: “Pede pra sair, Galvão”

Já que a onda é pedir pra sair: Pede para sair, Galvão! E viva a São Silvestre! E viva o povo brasileiro! Só mesmo a Desirée para agüentar o homem. Mesmo o pessoal do Pânico em recente visita a Londrina, assustados com tamanha “educação” desistiu de fazê-lo dançar a “dança do siri”. E como diz uma aluna minha: dança do siri “não pode” e completo: “pedir pra sair, pode”.
Que tenhamos uma São Silvestre por semana, são para tantos que o paulistano quer levantar a placa “pede pra sair”. “Ão” global: pedem pra sair!!! Pede pra sair, Galvão! Pede pra sair, Faustão! Até o Renan pediu!!! Forçado, mas pediu!!!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Pimenta nos olhos dos outros...

é refresco! O ex-presidente Fernando Henrique não quis acabar com a CPMF no período em que governava o país, mas lutou com unhas e dentes para derrubá-la agora, no governo Lula. FHC sabe a importância do valor arrecado no imposto sobre o cheque e sabe muito bem também que sem os 40 bilhões deste imposto o governo vai ter que rebolar para manter o seu proposto de uma nação com menos diferenças sociais.
Dessa forma, podemos dizer, com toda certeza, que aqueles que lá votaram tinham plena consciência de que estariam prejudicando a nação e, por vingança, num ato infantil não se importaram com o povo brasileiro. Olharam para seus próprios umbigos como se estes fossem o tudo.
Repito, por vingança! Já que deve ser difícil engolir que Lula está fazendo um governo respeitável. Oposição deve existir, caros! Mas lembrem-se que quando um governo vai bem, a nação está bem, não há porque fazer intrigas. A oposição nunca fica sem papel o principal, se não tem o que criticar da então gestão, melhor para o país. Sendo assim, fiscalizem, fiquem de olho – é isto que esperamos.
Portanto, somente quando os “ilustres” deputados caírem na real de que o congresso não é um parque infantil, uma recreação, um divertimento é que terão então, condição de votar algo para a população.
Sugestão para o governo Lula: os cortes terão que ser feitos, proponho que Mantega seja ouvido, comecemos com o Congresso.

Ano Novo, notícias velhas.

Alguns dias sem acessar o blog, mas juro-lhes que não fiquei sem escrever. Escrevi e não postei. Agora... bem... agora, atrasadérrima faço a postagem.
Final de ano agitado, fechamento de notas dos alunos, festa de formatura da minha turma do 3º colegial – turminha que mora no meu coração. Tempos de agitação política também. O ano se finda e ponto final.
Ponto final não! Usemos a vírgula, pois 2008 chegou. Mudança de vida, mudança de cidade, mudanças e mais mudanças. E, não é que em meio a tantas mudanças, muito permanece inalterado. Vai entender esse mundo louco.
Sendo assim, viva a velhas notícias e viva ao Ano Novo! Que tenhamos excelentes dias!!! Tim-tim!!!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O crime do professor de matemática

"Quando o homem atingiu a colina mais alto, os sinos tocavam na cidade embaixo. Viam-se apenas os tetos irregulares das casas. Perto dele estava a única árvore da chapada. O homem estava de pé com um saco pesado na mão.
Olhou para baixo com olhos míopes. Os católicos entravam devagar e miúdos na igreja, e ele procurava ouvir as vozes esparsas das crianças espalhadas na praça. Mas apesar da limpidez da manhã os sons mal alcançavam o planalto. Via também o rio que de cima parecia imóvel, e pensou: é domingo. Viu ao longe a montanha mais alta com as escarpas secas. Não fazia frio mas ele ajeitou o paletó agasalhando-se melhor. Afinal pousou com cuidado o saco no chão. Tirou os óculos talvez para respirar melhor porque, com os óculos na mão, respirou muito fundo. A claridade batia nas lentes que enviaram sinais agudos. Sem os óculos, seus olhos piscaram claros, quase jovens, infamiliares."
LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

sábado, 8 de setembro de 2007

Em defesa do trema!

Talvez eu nem demore a me acostumar com a ausência do acento circunflexo no duplo “o” de certas palavras paroxítonas; tenho até “enjôo” (com acento ainda!) em pensar nas novas regras. Creio que eles crêem (os que ditam as regras) que não tem importância um acento circunflexo em tais palavras. Assim como também não vêem (também com acento, por enquanto!) sentido acento na terceira do plural de alguns verbos no presente do indicativo ou do subjuntivo. A saber: crêem, dêem, lêem, vêem. Creio que tal acento já não era usado por muitos. Dão agora uma chance para o novo. Pena que muitos vão continuar sem ler as regras gramaticais e talvez um dia perguntem: Mudou? Veja, não sabia! (como sempre). Mas nem tudo está perdido, vangloriemos a “morte” do hífen. Como um símbolo simples assim pode ter tantas normas? Vinte e três se não me engano... nem metade tínhamos de cor. Por isso digo: Hífen! Vai tarde!
No entanto, não posso deixar de consternar quanto ao símbolo pequeno e indefeso, o trema!
O trema é como um aluno certa vez me disse: “é tudo de bom”. Certo é que muitos falantes não o usa. Pobre coitado porque não é usado, será excluído!!!
Não posso fingir de nada, tenho que fazer algo em defesa deste, mesmo que seja escrever estas pequenas palavras. Esse sinal gráfico ajuda e muito no ensino da língua, ele marca quando o “u” é sonoro átono, ou seja, quando ele é pronunciado. Agora terei que falar para meus alunos, principalmente, os que são estrangeiros para terem sempre às mãos uma bola de cristal, assim saberão quando pronunciar o “u” e quando não.
Por favor, salvem a professorinha! Salvem o trema!
Nem vou comentar as demais mundanças.... por hoje, chega!