quarta-feira, 7 de março de 2012

Minhas metades...

em "Metade", de Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
(...)
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
(...)
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

* Partes em itálico, adaptações para o "eu" feminino.

Canção de cada dia

Já disse certa vez que músicas me lembram lugares, pessoas, amores; muitas falam de mim e por mim.
Algumas, só curto o ritmo; a letra às vezes não faz sentido em minha vida ou simplesmente é bobinha mesmo, ex.: “Borboleta”, escrita por Marcelo Jeneci e cantada por Zélia Duncan. O Jeneci costumo até dizer que não tem o dom de fazer letras de músicas, em compensação tem o dom da voz, que é maravilhosa.
Outras eu amo a letra, mas o ritmo parece desajeitado ou mesmo não caberia ritmo algum ali, isso porque são verdadeiros poemas, deveriam ser feitas para serem recitadas, nunca musicadas.
Muitas eu amo a junção (letra e ritmo), têm pessoas que realmente são felizes ao fazer uma bela letra num belo acompanhamento musical. Nisso sei que não estou sozinha, não é mesmo Má? E como são tantas canções amadas, não vou ficar enumerando-as aqui. Vou postando em doses homeopáticas, ok??

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Domingo

Sol de domingo unindo dois corpos
sol, chão, brilho e olhos
sombra não se vê entre portas e carros
sombra não se vê
****
Sol de domingo
improváveis amantes
sem medo de suor no calor
***
No calor, no calor
e na chuva dormindo
no calor, no calor
sob a luz dessa sombra...
***
DOMINGO

                                         Frejat

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Música de cinzas

Quarta de cinzas, o dia amanheceu lindo, talvez um sinal, fim de luto?
"Pra começar/ Dizer que o amor chegou ao fim/ Esqueça de me perguntar/ Se ainda há amor em mim"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

É carnaval no país do futebol...

Uns vão pro nordeste, outros praia... paulista ou catarinense. Uns visitam seus filhos no interior, outros visitam seus namorados também no interior. Na TV, desfile das grandes escolas, Sampa e Rio. Quais as melhores? Nem sei, não assisti aos desfiles, nem pela TV. Sei que os temas foram variados e pelos noticiários até parecem interessantes, mas neste carnaval preferi o casulo ao sambar por aí, a saber o que acontece na grande festa popular. Deixei até mesmo de ser repórter por quatro noites; eu nos bastidores do carnaval em Icém, hum... seria mesmo ótimo, mas... meu canto, como estava com saudade disso. Levantar cedo com os raios de sol entrando pela janela. Tem maneira melhor de se despertar?? Tem, tem, mas tirando esta outra maneira, a moda raios de sol é a melhor. É carnaval no país do futebol, enquanto uns voltam do nordeste, das praias, uns caminham para o sambódromo para torcer por suas respectivas escolas; outros escrevem a primeira matéria do ano em seu blog, dá um gole na sua cerveja preta e pensa: Pulemos o carnaval para o ano começar.