quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia de finados: luto

Hoje o dia não amanheceu gris; amanheceu anil, não naquele tom que nos convida a sair de casa feliz e contente, mas anil - isso é que importa. Esse azul deve significar alguma coisa, deve trazer algo, não sei o que ele significa neste dia. Sei que é dia de finados e a dor que sinto é de um luto.
Nunca perdi alguém especial assim, mas deve ser o luto isso: o vazio, a saudade, a lembrança. Sentimentos que indicam-me que sempre vão estar presentes aqui, em mim. É uma ferida aberta, não fecha, não cicatriza. Temos de lidar com ela, aceitá-la, conviver com ela da melhor forma possível. Talvez o luto seja isso: uma ferida aberta que temos de fingir que não existe para continuar a viver; sorrir mesmo que o mundo lhe diga não. A dor acaba sendo minimizada pelo Amor que fica, se não fosse Este eu não seria, eu não suportaria. Há ainda Amor.
É dia de finados. Vivo meu luto. Luto. Não adianta depósito de flores, acender de velas; o que foi deixado de ser dito, foi deixado de ser dito; e não adianta tentar dizer se já não há mais ouvidos que possam ouvir. Pedir perdão é difícil. Perdoar, pelo jeito, é muito mais difícil ainda. São tempos de finados.
São tempos de lutos.
É dia de finados. Luto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ex-balzaquiana (ou crise existencial)

No começo do mês deixei ser balzaquiana, e entrei então em uma nova crise existencial, aiaiia. O que é pior: ser balzaquiana ou deixar de ser???

sábado, 9 de abril de 2011

A freira da Autonomista


Freira mesmo! E não feira.

Um tanto impossível uma feira na Av. dos Autonomistas, em Osasco, via movimentadíssima e palco nesta última quinta de uma cena digna de "Mudança de hábito" (o filme que tem a Whoopi Goldberg como atriz principal; a da foto).

Estaria sendo gravado na grande São Paulo a versão terceira do filme? Não mesmo! Duplamente "ainda bem", uma porque seria o maior caos no já caótico trânsito da cidade, duas porque não aguentaria o terceito filme da série.

Mas voltando a freira da Autonomista, e não é que ela ia pela avenida quebrando toda uma ética que envolve essas mulheres religiosas (pessoas que praticam o bem, que devem servir de exemplo para uma sociedade, e mais os tributos cristãos que não convém colocar aqui). A "senhorazinha" cruzou a avenida com um "furgãozão", impediu três vias de prosseguirem o seu curso, inclusive a principal. Dirigiu uns 200 metros na contramão, entrou na via local na velocidade de uns 10 km/hora, e indiferente as buzinas que soavam insistentemente se foi... com seu hábito.

A desculpa do princípio (ou a falta deste)

Embora seja de praxe eu escrever todo início de ano, dando as boas-vindas ao ano que se inicia, como percebido comecei este 2011 um tanto relapsa. Deixei para escrever depois do carnaval... afinal de contas as coisas não costumam começar depois deste? Este não! Talvez porque carnaval em março não combine, ficaria mesmo horrível cantar "em março tem carnaval". E, não é que o ano começou, então, no começo (desculpem-me o pleonasmo), ou seja, começou em janeiro e não depois do carnaval "marciano".

O ano de 2011 inicia-se com uma presidenta assumindo o país e uma blogueira (que horrível esse termo!) sem escrever um texto sequer.

Devo pedir perdão? Perdão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Álvares de Azevedo na Casa das Rosas!

Evidentemente caríssimos que não veremos Álvares de Azevedo lá na Casa da Rosas, e sim teremos a leitura teatral de seus contos macabros, com fragmentos de Macário.
Aos que amam literatura, vale a pena conferir; aos que não amam (ainda), confiram e depois postem aqui seu amor por ela... não tem como não se apaixonar pelos contos azevedianos.
Datas:
04 e 11/12 (sáb.) às 20h e
15 e 12/10 (dom.) às 19h.

Obs.: A famosa Casa fica na Av. Paulista nº 37.